Prefeituras de Macaé e Rio das Ostras podem alterar decretos após manifestação de comerciantes

Publicado em 07/04/2021 Editoria: Geral
Empresários de Macaé fizeram manifestação na segunda e terça-feira

Empresários de Macaé fizeram manifestação na segunda e terça-feira

Após manifestações, as prefeituras de Macaé e Rio das Ostras poderão alterar os decretos, que definem as restrições que devem ser seguidas para conter o avanço da contaminação pelo coronavírus, nesta quarta-feira, dia 07. Neste momento, as restrições estão altas nas cidades e não agradam aos empresários que, inclusive, foram às ruas protestar.

Em Macaé, o movimento, intitulado “Comércio aberto já precisamos trabalhar”, fez duas manifestações: na segunda e terça-feira. O grupo com mais de cem pessoas formado por empresários e trabalhadores caminhou pelo calçadão e também esteve em frente à Prefeitura Municipal gritando que precisavam trabalhar. Eles também chegaram a paralisar todo o trânsito da Avenida Presidente Sodré, interrompendo ainda o trânsito na Ponte Ivan Mundim, que dá acesso à Barra de Macaé.

Pelas redes sociais, Vanilda Tavares, lembrou. "Se os empresários fecharem e falirem, não teremos empregos em Macaé. Nós queremos trabalhar, temos família e contas pra pagar, precisamos comer", frisou.

Robson Dias foi um dos que criticou a decisão do prefeito. Ele disse que o chefe do Executivo só fechou os estabelecimentos porque o seu salário não seria prejudicado. "É fácil eles falarem para ficar em casa, enquanto eles estão trabalhando e os pequenos não têm o que comer em casa. Isso é uma covardia que eles estão fazendo com o povo", criticou.

Na tarde de segunda-feira, dia 06 de abril, o prefeito Welberth Rezende chegou a se reunir, de forma virtual, com comerciantes e representantes das instituições empresariais de Macaé, que atuam nos segmentos do setor varejista, hotelaria, Polo Gastronômico da Praia dos Cavaleiros, bares, restaurantes e prestadoras de serviços. Ele informou que, com base em novos dados epidemiológicos registrados pela rede primária de assistência ao paciente da COVID-19, o governo planeja reavaliar nessa quarta-feira, dia 07, medidas restritivas definidas pelo Decreto 079/2021, que suspende atividades comerciais, de serviços não essenciais e restringe a circulação de pessoas em espaços públicos da cidade.

“Dados do Centro de Triagem (CTC) apontam a redução no atendimento a novos pacientes. Se este cenário permanecer ao longo dos próximos dias, vamos chegar ao cenário de flexibilização de algumas atividades. Lembrando que esse processo será gradual e seguirá os dados epidemiológicos analisados diariamente pela equipe da Saúde”, explicou o prefeito. Durante a reunião, Welberth ouviu o posicionamento dos representantes das instituições empresariais, que reiteraram a importância da definição coletiva de medidas restritivas que causam impacto direto na dinâmica da economia local.

A presidente do Polo Gastronômico da Praia dos Cavaleiros, Miram Dias Barbosa, ficou satisfeita com o canal de comunicação que a administração municipal abriu com os empresários. “A reunião foi muito esclarecedora, o prefeito está animado e ele acredita que vamos conseguir flexibilizar aos poucos. Com isso, nós estamos muito satisfeitos com essa nova gestão, com essa troca de informações e com a facilidade de chegar ao governo. Isso está sendo muito benéfico e muito positivo. A gente acredita que juntos vamos vencer os desafios. Eu acredito que quando isso tudo acabar vamos conseguir construir uma Macaé bem melhor para todos, uma Macaé que vai ficar na história”, declarou Miriam.

“O comércio local tenta sobreviver aos impactos causados pela pandemia desde o ano passado. Muitos comerciantes não conseguem mais arcar com despesas e assegurar o emprego dos seus funcionários. Todo auxílio do governo é fundamental para resgatar este setor que representa a história da nossa cidade”, apontou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Olavo Pinheiro Júnior.

O município também informou que a definição de novos auxílios ao micro e pequeno empresário do município faz parte do plano estabelecido pelo governo para promover o resgate da economia local. “É prioridade manter esse diálogo com as instituições que representam o comércio e o setor de prestação de serviços. Estamos trabalhando com a Câmara de Vereadores a aprovação de auxílios aos empresários locais, como a criação de uma linha de crédito, e discutindo de forma interna medidas tributárias que possam reduzir o impacto sobre a base da nossa economia”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Vianna.

Rio das Ostras também tem protestos e pode ter mudanças a partir de hoje

Na segunda-feira, dia 05, dezenas de empresários de Rio das Ostras também foram às ruas pedir a reabertura do comércio. O grupo paralisou o trânsito próximo à Rodoviária. Com faixas, cartazes e carros de som eles pediam para que a Prefeitura melhore o atendimento na saúde e deixe o empresário trabalhar. Os Guardas Municipais tentaram conter o ato, que foi mantido por algumas horas. Através do carro de som, os empresários afirmavam que a luta deles deveria ser de toda a população, em prol de melhorias na saúde.

A todo momento, os manifestantes cobravam da Prefeitura medidas reais, que não afetassem o comércio como o aumento dos leitos para os pacientes com Covid-19 e mais celeridade na vacinação. Para os empresários, fechar o comércio tem sido prejudicial para a economia do município e pode resultar em mais portas fechadas e mais trabalhadores desempregados.

A presidente da Câmara dos Dirigentes e Lojistas de Rio das Ostras, Patrícia Valverde, afirmou que os comércios estavam fazendo sua parte e agora é a vez da Prefeitura. "Um ano de pandemia e nós do comércio não estamos aglomerando, estamos seguindo todas as ordens da Organização Mundial da Saúde e somos os mais penalizados", ressaltou.

De acordo com a Prefeitura de Rio das Ostras, março foi considerado o pior mês da pandemia e o mês de abril começa sendo motivo de grande preocupação para a cidade, que continua, desde o último dia 19, com ocupação de 100% de todos os leitos do Município – clínicos e UTI, e pacientes esperando na fila para atendimento.

A Prefeitura alega ainda que a flexibilização da mobilidade social pode aumentar o risco de novas variantes do coronavírus, ainda mais contagiosas. Por isso, a administração municipal manterá as medidas restritivas dos Decretos nº 2825/21 e 2831/21, ainda vigentes, até, a princípio, hoje, dia 7 de abril, quando acontecerá a reunião semanal da Comissão Municipal de Enfrentamento da Covid-19.

Portanto, até o momento continuam fechados bares, quiosques, depósitos de bebidas, restaurantes, lanchonetes, pizzarias e similares, além das praias (não será permitida a permanência), praças, lagoas, lagos, rios, parques e mirantes, academias, estúdios, similares e afins. Também não estão liberadas as manifestações religiosas presenciais dentro de templos de qualquer natureza.

Continuarão permitidas as práticas esportivas individuais à céu aberto, a realização de cultos, missas ou qualquer manifestação religiosa de forma online e o atendimento individual de aconselhamento espiritual ou confissões, desde que não promovam aglomerações e sigam todas as medidas de prevenção.

Continuam também, sem prazo determinado para término, as barreiras sanitárias nas entradas da cidade, em conjunto com a Prefeitura de Casimiro de Abreu. Somente moradores com comprovante de residência, trabalhadores com comprovação, pacientes com consultas devidamente comprovadas, audiências em tribunais (apresentar citação/intimação), atendimento em órgãos públicos com comprovante de agendamento, profissionais da área de Saúde e Segurança em serviço, com as devidas comprovações, veículos oficiais em serviço e ambulâncias têm permissão para passar nas barreiras.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)