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Nupem/UFRJ Macaé aguarda renovação de convênio com Prefeitura para iniciar pesquisa de genomas das novas cepas do coronavírus

Publicado em 07/04/2021 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Atualmente, Nupem atua na validação dos testes de antígeno comprados pela Prefeitura de Macaé

Atualmente, Nupem atua na validação dos testes de antígeno comprados pela Prefeitura de Macaé

Os pesquisadores do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM-UFRJ) aguardam a formalização oficial do convênio entre a instituição e a Prefeitura de Macaé, para o início da pesquisa de vigilância genômica do vírus SARS-Cov-2, com objetivo de monitorar as novas cepas em circulação na cidade.

Segundo Cintia Monteiro de Barros, professora associada e uma das coordenadoras da segunda fase do projeto de Vigilância Genômica, a formalização oficial do convênio com a Prefeitura está sendo aguardada para dar início efetivo ao projeto, pois é necessário comprar os reagentes, que são importados, e contratar novos bolsistas para começar efetivamente. “Por hora, temos somente os professores e alunos voluntários trabalhando em demanda ainda bem reduzida”, relatou ao RJ News.

Atualmente, de acordo com Cintia, o Nupem está atuando na validação dos testes de antígeno que a Prefeitura de Macaé comprou.

Em entrevista ao RJ News, Cintia Monteiro explicou que a vigilância genômica é o monitoramento epidemiológico das novas cepas de SARS-CoV-2. “Essas cepas estão circulando pelo município de Macaé. Nesta nova fase do projeto, faremos este monitoramento ao longo do ano de 2021 e monitoraremos a cepa P1, oriunda de Manaus, quanto outras cepas que venham a surgir”, explicou.

A professora destacou ainda que o Nupem tem a capacidade de fazer os testes moleculares RT-PCR e os sorológicos, para monitorar o desenvolvimento da imunidade (IgM e IgG), além de fazer o sequenciamento genômico do vírus. “Estes são os três tipos de testes que o Nupem tem a expertise para realizar. No convênio passado, fizemos, aproximadamente, 15 mil testes RT-PCR e alguns sequenciamentos, além de monitoramos algumas novas linhagens no ano passado”, ressaltou.

Os pesquisadores do Nupem investigaram também e validaram os testes de antígenos, que têm sido utilizados pela Prefeitura de Macaé na identificação de indivíduos positivos para Covid-19 no Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus. Os testes detectam proteínas do vírus com resultados em 15 minutos e com alta sensibilidade e especificidade, possuindo baixo custo.

Segundo a professora Cintia Monteiro, estudos de grande relevância sobre as linhagens circulantes do vírus SARS-Cov-2 também têm sido desenvolvidos pelos pesquisadores do Nupem. Em outubro do ano passado, foram identificadas quatro linhagens em circulação do vírus em Macaé. Esse resultado foi divulgado à sociedade científica e macaense, quando foi chamada atenção para uma possível segunda onda de contaminações de Covid-19 na cidade, o que aconteceu, segundo a professora.

O primeiro convênio entre o Nupem e a Prefeitura de Macaé terminou em janeiro deste ano e era somente para realização dos testes moleculares. “Após várias reuniões entre membros pesquisadores do projeto e a prefeitura de Macaé, pensamos em uma nova proposta que atenderia a nova demanda da administração municipal, que adquiriu muitos testes de antígeno, que é uma tecnologia nova e que são testes muito eficazes, que conseguem detectar em minutos se a pessoa está infectada com o vírus da Covid-19 ou não. A prefeitura comprou muitos desses testes, quando feitos na janela correta de tempo, são muito eficazes e resultados saem em minutos. Diferentes do RT-PCR, em que são coletadas amostras, enviadas ao laboratório, até o resultado, há uma janela de 48 a 72 horas. Já o teste antígeno, o resultado sai em 15 minutos, se feito numa janela correta de até cinco dias dos primeiros sintomas. Como a prefeitura comprou muitos testes e nos oferecemos a validar os mesmos, achamos interessante, no segundo convênio, fazer a vigilância genômica, que seria o monitoramento das novas cepas”, avaliou.

Ainda de acordo com a professora Cintia Monteiro, as novas pesquisas do Nupem são para buscar indícios se a nova cepa está circulando no município. “Acreditamos sim, que esteja circulando em Macaé, assim como está no Brasil inteiro. Não há nenhuma mensagem oficial de que a cepa P1 esteja no município, mas acreditamos que sim. No entanto, falta fazer as análises, começar a receber mais amostras de Macaé e efetivamente comprovar, através do sequenciamento, que a cepa P1 está circulando na cidade. Além de monitorar a cepa P1, queremos monitorar outras cepas que venham a surgir ao longo desse ano. Cepas que possam vir a escapar da vacina, ou seja, mesmo a pessoa sendo imunizada, pode ser infectada pela cepa do vírus. Queremos saber qual variante consegue escapar da vacina, é o que chamamos de escape vacinal. É muito importante fazer todo esse monitoramento”, concluiu

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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