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Na Bandeira Vermelha da Covid-19, Rio das Ostras enfrenta aumento de casos da doença

Publicado em 20/01/2021 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A cidade de Rio das Ostras, município da Baixada Litorânea que atrai milhões de turistas, principalmente na alta temporada, permanece na Bandeira Vermelha da Covid-19, desde dezembro de 2020, que significa alto riso no grau de contaminação da coronavírus. Atualmente, o município contabiliza 5.138 casos confirmados da doença, com 142 óbitos. Mas o que preocupa é a lotação máxima nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade. Os números contabilizados são dessa terça-feira, dia 19 de janeiro. São 78% de leitos ocupados no Hospital de Campanha e Pronto Socorro. Somente no Pronto-Socorro Municipal, a ocupação nos leitos de UTI para Covid-19 em Rio das Ostras está em 82%.

Em entrevista ao RJ News, a secretária de Saúde do município, a médica epidemiologista, Jane Teixeira, afirmou que, assim como em todo o país, Rio das Ostras também enfrenta aumento dos casos na pandemia. Mas, segundo ela, foram feitas várias estratégias de combate à doença, desde o início, em março do ano passado. “Nós conseguimos implantar, onze leitos para Covid-19 na cidade, porque não tinha. Nós só tínhamos leitos de UTI no Hospital Municipal e que ficaram destinados a outras doenças, que acontecem paralelas à pandemia, como o infarto, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e os traumas. Conseguimos os onze leitos de UTI para Covid-19 no Pronto-Socorro Municipal. Eles foram vistoriados pela Secretaria Estadual de Saúde e são válidos. Foi um ganho para a cidade. É claro que nós não queremos que as pessoas fiquem doentes, mas o básico temos que ter; e temos”, enfatizou.

Entre as estratégias criadas em Rio das Ostras para o combate à Covid-19, na avaliação da secretária de Saúde, foi a implantação do Centro de Triagem do Novo Coronavírus, que ficou funcionando no Posto de Saúde localizado no bairro Extensão do Bosque. “Todas as pessoas assintomáticas são acolhidas e examinadas. Se houver necessidade de fazer exame, é feito. Se precisar passar no médico, ela é encaminhada. Esse Centro de Triagem funciona de segunda a segunda e os atendimentos aumentaram em dezembro e janeiro. As pessoas estão procurando, estão preocupadas com o avanço da doença na cidade. E nós sempre falamos que se sentir alguma coisa, algum sintoma, procure imediatamente a unidade de saúde. Se o paciente tiver com algum sintoma grave, é removido para o Pronto-Socorro Municipal, onde não existem somente os leitos de UTI para Covid-19, mas também leitos clínicos, que são em torno de 20”, explicou.

Como em algumas cidades da região, Rio das Ostras implantou um Hospital de Campanha com 32 leitos, sendo o único que continua funcionando e, segundo a secretária de Saúde, sem recursos financeiros do Governo do Estado.  “Até o presente momento, todas as pessoas que precisam de internação por causa da Covid-19, estamos conseguindo resolver. O Hospital de Campanha continuará funcionando, mas é importante que as pessoas continuem se prevenindo contra a doença, usando máscara, evitando aglomerações e usando o álcool em gel. Não adianta ter leitos, se as pessoas não se previnem”, ressaltou. Atualmente, ainda de acordo com a secretária, os leitos do Hospital de Campanha ainda não estão funcionando por falta de recursos humanos. “Nós fizemos, na semana passada, um processo seletivo de técnicos de enfermagem para atuar na linha de frente da Covid-19. Essas pessoas vão, inclusive, trabalhar no Hospital de Campanha. E a partir daí, poderemos reabrir novos leitos”, afirmou.

Campanhas educativas de combate à Covid-19
A médica Jane Teixeira destacou ainda a realização de campanhas educativas de combate à Covid-19 vem sendo realizadas pela Comunicação Social da Prefeitura de Rio das Ostras. “É muito importante que a mensagem de combate à doença chegue para todo mundo. Então, a Comunicação Social tem realizado ações muito importantes neste sentido. Estávamos torcendo pela vacina, que neste primeiro momento não vai contemplar a todos, mas eu acredito que o Ministério da Saúde irá providenciar e, em pouco tempo, em dois meses, possamos ter esses insumos na cidade para vacinar todo mundo. Neste momento as vacinas não podem ser compradas do Instituto Butantan, porque fazem parte do Programa Nacional de Imunização. Precisamos que o Ministério da Saúde faça a entrega aos municípios”, declarou.

Detecção da nova variante do Coronavírus
No início de janeiro, quando foi confirmada a existência de uma nova variante do Coronavírus, classificada como B.1.1.7, testagens em várias cidades da região começaram a ser feitas na tentativa de diagnosticar casos. Para a secretária de Saúde de Rio das Ostras, a nova variante já pode estar disseminada em vários locais do país. “A nova variante começou em São Paulo, que é a B.1.1.7, e uma nova foi encontrada em Manaus. E com certeza a nova variante pode estar já na região sudeste. Aqui em Rio das Ostras estamos vigilantes e nós contamos com o LACEN, que é o Laboratório de Referência no Rio de Janeiro. E qualquer alteração ou detecção da nova variante no município, com certeza seremos avisados”, afirmou.

“Rio das Ostras terá avanços na Saúde”, afirma secretária da pasta
Mesmo com toda atenção voltada ao combate à Covid-19 e atuação forte para atender os doentes, a saúde da cidade não pode parar e nem vai, segundo a secretária da pasta, Jane Teixeira.

Segundo Jane, a cidade receberá um Centro de Hemodiálise. “Ser dependente de hemodiálise é muito sofrimento, porque muitos pacientes que precisam do tratamento, necessitam, muitas vezes, se deslocar a outras cidades. E temos um quantitativo grande desses pacientes em Rio das Ostras. Existe esse projeto, como também, criar um Centro de Imagem, com objetivo de dar mais conforto aos pacientes, e aumentar, em 100%, a cobertura nas Unidades de Estratégia da Família (ESFs). Está prevista para abril, abertura de uma Unidade de Saúde com 13 equipes, o que é muito importante para a saúde pública de Rio das Ostras”, destacou.

Segundo a secretária, por falta de profissionais o atendimento de pré-natal está em falta na cidade. “Passamos por momentos muito angustiantes porque não há médicos obstetras no município para fazer os exames de pré-natal. Vamos querer ampliar isso, porque é prioridade.  Queremos também estimular a prevenção, porque o importante não é só ter leitos de UTI, mas fazer prevenção de saúde. Queremos que as pessoas sejam saudáveis e as Estratégias de Saúde da Família fazem isso muito bem. Sou muito defensora deste programa. Eu acredito que esse modelo é o melhor do país e já está aí há mais de 20 anos”, frisou.

A secretária afirmou ainda que novos profissionais, aprovados no último concurso público, estão sendo admitidos para atuar na saúde municipal. “São enfermeiros e técnicos. Nós vamos recompor as equipes. Eu acho isso muito importante, porque o profissional concursado não corre o risco de sair da função, como o que acontece com os contratados, que após o término do contrato, deixam o cargo, ou até mesmo por medidas determinadas pelo Ministério Público”, observou.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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