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Vacinar ou não vacinar? A polêmica ainda é grande

Publicado em 20/01/2021 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Quem não vacinar poderá sofrer restrições, que podem mudar conforme cada município

Quem não vacinar poderá sofrer restrições, que podem mudar conforme cada município

Para a felicidade de uns e briga entre outros, vacinação contra o coronavírus começou no Brasil

Após muita expectativa, a vacina contra o coronavírus foi, enfim, liberada no Brasil, no último domingo, 17 de janeiro. Mas, ao contrário do esperado, a notícia não gerou a alegria geral da nação, já que muitos brasileiros alegam não querer utilizar o imunizante aprovado, o CoronaVac. O assunto vem sendo motivo de muita discussão, principalmente nas redes sociais.

Nathalia Silva, de 30 anos, está extremamente ansiosa para tomar a vacina. Ela trabalha no setor de saúde na rede privada e afirma que não vê a hora de chegar a sua vez. Em contrapartida, seu esposo se recusa completamente a se vacinar.

"Meu braço já está a postos só esperando a vacina. Mas meu marido cismou que não vai tomar, porque não confia. Disse que não é eficaz e nem os chineses tomaram. Eu não posso obrigar, mas se eu fosse governante, com certeza, obrigaria", comentou.

Otávio Braga, que trabalha em um bar, conta que está assustado com a quantidade de idosos, que frequentam o ambiente sem medo, mas dizem que não vão tomar a vacina com medo dos efeitos colaterais.

"No início, eu ainda tentava entender o raciocínio deles, mas hoje confesso que já desisti completamente. Que lógica é essa de ter medo de morrer por tomar uma vacina, mas não ter medo de passar o dia em um bar, com contato com outras pessoas e com risco de se contaminar? Infelizmente, as pessoas estão seguindo um governo, que não sabe o que diz e a conta será cara", lamentou.

O Governo Federal vem argumentando, desde o segundo semestre de 2020, que a vacina não será obrigatória no país. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em dezembro, que a vacinação pode ser obrigatória, apenas não será forçada. Com a decisão, nenhuma lei poderá prever que o cidadão seja levado à força para tomar a vacina, mas a eventual norma poderá prever a restrição de direitos pela falta de comprovação da vacinação, como deixar de receber um benefício, ser proibido de entrar em algum lugar ou ser impedido de realizar matrícula escolar na rede pública de ensino.

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, a vacinação forçada é inconstitucional. No entanto, os governos podem aprovar medidas para determinar indiretamente a vacinação compulsória.

Com relação à parte trabalhista, especialistas na área do direito afirmam que a Constituição Federal impõe às empresas a obrigação de garantir um ambiente de trabalho seguro aos seus empregados. Por isso, exigir que os funcionários se vacinem e se previnam contra a Covid-19 é uma possibilidade legal dentro das empresas.

Algumas instituições, inclusive, exigem a vacinação para retornar com o trabalho presencial. Um exemplo são os Sindicatos dos Professores da Rede Pública Municipal de Macaé (Sepe) e dos Professores de Macaé e Região (Sinpro), que assiste os docentes das escolas privadas. Nesta semana, ambos se manifestaram, em texto único, se posicionando contra a volta das aulas em fevereiro. A categoria reforça a campanha para que as aulas só retornem após os profissionais serem imunizados.

"O Sepe Macaé e o Sinpro Macaé e Região consideram precipitado um retorno das aulas presenciais neste momento, acreditamos que somente a vacina pode nos oferecer condições seguras para a volta das atividades eletivas presenciais, mas também defendemos a abertura de um amplo debate público com a sociedade, que tenha como finalidade pensar na escola pós-pandemia, porque tornou-se evidente e incontestável que não podemos mais aceitar como “normal” as péssimas condições em que crianças e jovens, filhos da classe trabalhadora, são formados numa das cidades mais ricas deste país", destaca o texto.

Vale lembrar, que apesar de toda a discussão, neste primeiro momento, a vacinação é emergencial e restrita. A autorização da Anvisa vale para 8 milhões de doses e não há como vacinar a população em geral por enquanto.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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