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ENEM aborda temas pertinentes e alunos se sentem seguros no primeiro dia de prova

Publicado em 20/01/2021 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Candidatos que apresentaram sintomas da Covid-19 poderão solicitar reaplicação das provas

Candidatos que apresentaram sintomas da Covid-19 poderão solicitar reaplicação das provas

Protocolos de segurança foram seguidos e assuntos gerais nortearam as questões

A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicada no último domingo, 17 de janeiro, ocorreu de forma considerada tranquila, segundo a avaliação dos estudantes e professores. A expectativa era grande, já que o exame foi realizado em meio à pandemia, onde, além da apreensão com relação ao conteúdo, os alunos também enfrentaram um cenário novo, que exigiu cuidados de prevenção contra o vírus.

Segundo os candidatos, na entrada dos pontos de aplicação da prova, os protocolos de segurança estipulados pelo Ministério da Educação estavam sendo seguidos. Todos os estudantes só podiam entrar no prédio usando máscara, a temperatura de todos foi aferida e álcool gel foi disponibilizado. Porém, fora das unidades haviam algumas pessoas aglomeradas e sem máscara, mas nada em excesso.

A estudante Talita Reis, que realizou a prova no Ciep de Casimiro de Abreu, disse que o processo aconteceu de forma segura. "Não teve aglomeração e dentro de sala de aula houve espaçamento de um metro entre os candidatos. Isso aliviou um pouco a pressão", contou a candidata. Com relação ao conteúdo, a jovem afirmou que achou interessante a abordagem. "Eu gostei muito das abordagens dos temas em toda a prova. Igualdade de gênero, entre outros, que fazem parte da rotina", comentou.

O estudante Marco Aurélio, que também fez a prova no último domingo, disse que o processo de segurança com relação ao vírus foi seguido, porém, muitos estudantes devem ser prejudicados com o cenário geral da pandemia.

"Eu defendo e concordo parcialmente com o adiantamento do Enem, tendo em vista não apenas o panorama sanitário, mas considerando principalmente também os estudantes em massa que não tiveram acesso à preparação educacional necessária, pública e de qualidade pra fazer uma prova que garantirá sua formação acadêmica, proporcionando chances de crescimento profissional nesse sistema capitalista, que cada vez mais exige da nossa força de trabalho, totalmente exploratória", lamentou ao avaliar o conteúdo do exame.

Para o professor de história e filosofia, Diogo Nunes, é possível observar uma mudança nas questões da prova entre o último ano e o atual, principalmente na temática de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

"Na matéria de história verifica-se a ausência de conteúdos que estatisticamente eram mais comuns de cair, como Segundo Reinado, Era Vargas, Escravidão no Brasil, Guerras Mundiais. Mas, algo chama atenção entre a prova de 2019 e 2020, que é a repetição de questões ligadas a área da teoria da história, como a importância das fontes orais, as crônicas no estudo da história e as mudanças historiográficas que ocorreram na história, além da ênfase nos conteúdos de Antiguidade, principalmente o que chamamos de Antiguidade Clássica, como Grécia e Roma. O conteúdo não está mais difícil, está mais técnico e diferente, sendo mais improvável os estudos estáticos para adivinhar os temas que irão cair", avaliou.

Já o professor de história, sociologia e filosofia, Danilo Firmino, lembrou que os alunos que conseguiram compreender a realidade, como sociedade, poderão ter bons resultados.

"A prova de sociologia abordou conteúdos conhecidos como cultura, política, democracia e trabalho. Os candidatos precisavam estar preparados para entender a temática em conjunto com o contexto histórico citado. Cada vez mais o Enem procura elaborar suas questões levando em consideração as relações entre sociedade e história, bastante contextualizado. Então, mais do que entender de maneira individualizada teorias da sociologia, é importante compreender como a sociedade caminhou em conjunto com outros saberes. O estudante que conseguiu estabelecer essas relações provavelmente obteve um bom resultado", ressaltou.

A professora Kate Monteiro, afirmou que sentiu falta do tema pandemia na prova e que considerou a prova mediana. "A prova teve bons textos, falou sobre a desigualdade de salários para as mulheres e sobre assédio. Abordou também linguagem regionalista, que é muito interessante em relação à valorização de todas as regiões/culturas do Brasil. Senti falta de algum texto que abordasse a pandemia. Espero que o tema apareça ao menos na prova de biologia. Quanto ao nível de dificuldade, foi mediano", ponderou.

Abstenção e Coronavírus

O número de abstenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 em todo o país chegou a 51,5% dos candidatos inscritos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a abstenção recorde se deve principalmente ao medo da pandemia e a campanhas contrárias à realização do exame. No ano passado, a abstenção no primeiro dia do Enem foi 23%.

Nesta edição, por conta da pandemia do novo coronavírus, participantes que apresentassem sintomas da Covid-19 ou de outras doenças infectocontagiosas não deveriam comparecer ao exame. Esses participantes podem acionar o Inep e solicitar a reaplicação, que será nos dias 23 e 24 de fevereiro. Até o momento, 10.171 participantes pediram reaplicação. Desse total, o Inep aceitou o pedido de 8.180.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, explicou que os participantes que apresentarem sintomas devem notificar o Inep e, mesmo que tenham feito a prova no primeiro dia, não devem comparecer ao segundo dia de aplicação, que será no próximo domingo, 24 de janeiro. Eles terão direito à reaplicação.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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