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Prefeituras de Rio das Ostras e Macaé não terão participação no processo de aplicação das provas do ENEM

Publicado em 16/01/2021 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Enzo Gama, que mora em Macaé, afirma que é um cenário novo, em um ambiente que já é de muita pressão

Enzo Gama, que mora em Macaé, afirma que é um cenário novo, em um ambiente que já é de muita pressão

Prova começa a ser aplicada neste domingo, 17, mesmo com o país em pandemia

Não teve conversa com a Justiça, o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM será mantido e a primeira prova será neste domingo, 17 de janeiro, independentemente da situação pandêmica dos municípios. Com isso, os candidatos devem se preparar, porque o cenário ainda é de muita incerteza e exige muita prevenção.

Diferente do que foi divulgado a princípio, nem todas as prefeituras estão responsáveis por garantir a segurança dos participantes. As prefeituras de Macaé e Rio das Ostras, por exemplo, já informaram, através de nota, que não terão participação na aplicação das provas.

"A Prefeitura de Rio das Ostras informa que apenas cederá 14 unidades escolares para que as provas do Ensino Nacional do Ensino Médio - Enem sejam aplicadas. Os protocolos de prevenção da Covid-19 são de competência dos organizadores", disse a nota emitida pelo município de Rio das Ostras.

Já em Macaé, a prefeitura informou que não trata da logística do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).  Na cidade, a ação é de responsabilidade da Fundação Cesgranrio. Um total de 17 unidades de ensino serão polos de aplicação, sendo cinco escolas municipais.

Em Quissamã, a prefeitura informou que o município terá apenas três locais de aplicação das provas do ENEM: Colégio Estadual Visconde de Quissamã, Escola Municipal Profª. Tânia Regina Paula e Escola Municipal CIEP Brizolão 465 DR. Amilca Pereira da Silva. As salas serão preparadas de acordo com as regras de distanciamento, com número de participantes reduzidos, disponibilização de álcool em gel em cada ambiente, além de higienização do local, cadeiras e mesas antes e ao final de cada dia de prova. 

Realização da prova será segura e os estudantes estão preparados?

Diante deste cenário de muitas dúvidas, alguns alunos estão ainda mais ansiosos com a realização da prova. Para a estudante, Maria Eduarda Brasil, de 19 anos, que mora em Rio das Ostras, a expectativa é grande para que o processo seja realizado de forma segura.

"Se a gente for confiar no INEP, eles disseram que tomarão todas as medidas para ser seguro. Acredito que haverá distanciamentos dos alunos e menos candidatos nas salas de aula. E com relação ao raciocínio, acho que depende muito da pessoa. No meu caso, não conheço ninguém próximo que teve o vírus e acho que isso ameniza meu medo, mas a prova em si já me deixa nervosa", contou.

Talita Reis, que mora em Casimiro de Abreu, acredita que existe uma organização para aplicação da prova e que será possível ter um exame tranquilo. "O que eu espero da prova é que ela seja tranquila de ser realizada, proporcionando assim ótimos resultados. A pandemia acabou causando uma grande pressão em cima dos estudantes. Eu tive a sorte de participar do projeto Emancipa, que ajudou muito no meu estudo. São postados diariamente, no grupo de WhatsApp, podcasts, drive e apostilas em PDF para proporcionar um entendimento melhor dos assuntos de cada matéria. E estou bem confiante. Com relação às normas de prevenção, eu acredito que sejam seguidas. Apesar de ser um risco, vejo que o processo de aplicação da prova, diante de todo esse cenário preocupante, não está tão desorganizado", disse a estudante.

Enzo Gama, que mora em Macaé, salientou que é um cenário novo em um ambiente que já é de muita pressão. "A pressão aumenta mais ainda. Ter que ficar trocando de máscara ao longo da prova, acho que pode ajudar a perder um pouco o foco. É uma prova muito exaustiva e requer muita atenção. Também penso no calor que vamos enfrentar, já que não pode ligar o ar condicionado. Mas é uma adversidade que teremos que enfrentar", avaliou.

Enzo espera que as demais regras sejam seguidas. "Espero que as salas estejam bem arejadas, com espaçamento entre os alunos e que as pessoas também façam sua parte", ressaltou.

A presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, em entrevistas, que é necessário manter a aplicação do exame para dar continuidade às políticas públicas de acesso às universidades. Além disso, também reforça que as medidas de biossegurança para os participantes serão reforçadas com ações, como a antecipação do horário de abertura dos portões dos locais de prova para evitar aglomerações.

Em contrapartida, existem especialista não muito favoráveis a decisão. Em entrevista ao site de notícias diariosm.com.br, a coordenadora do Laboratório de Epidemiologia do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, a médica epidemiologista Marinel Dall&39;Agnol, afirmou que o momento não é de fazer Enem. Nem com 25, nem mesmo com 10 alunos por sala de aula. A quantidade de pessoas dentro do mesmo espaço, segundo a médica, vai refletir em números negativos da pandemia, com aumento de casos de infecção e suas consequências.

"É uma irresponsabilidade fazer o Enem neste momento. Prorrogar as provas é salvar vidas. Veremos os resultados das aglomerações do Enem daqui 15 dias, assim como estamos vendo das festas de fim de ano. Neste momento, deveríamos é estar vacinando a população. Se realmente tiver de 25 a 30 pessoas por sala de aula podemos considerar que é até mesmo crime sanitário", destacou a epidemiologista.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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