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Grupo de Trabalho da UFRJ Macaé publica estudo sobre o avanço da Covid-19 em Macaé em 2020

Publicado em 16/01/2021 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Estudo enfatiza a importância de manter os cuidados preventivos, como uso de máscara e álcool em gel

Estudo enfatiza a importância de manter os cuidados preventivos, como uso de máscara e álcool em gel

A Covid-19 ou o Sars-Cov2 tem sido estudada por científicas, médicos e professores, desde o início da pandemia, oficialmente decretada no Brasil, em março do ano passado. Desde então, quando o primeiro caso foi registrado no país, estudos aprofundados foram iniciados. Em Macaé, professores e médicos da UFRJ Macaé que fazem parte do GT (Grupo de Trabalho) de Enfrentamento à Covid-19, criado no início da pandemia, publicaram notas técnicas sobre o avanço da doença na cidade no Boletim Saúde de Macaé, em três edições.
Ao RJ News, a médica epidemiologista e coordenadora do GT Covid-19, Karla Santa Cruz, explicou que a nota técnica abordou, desde o início dos primeiros casos até o comportamento da população de Macaé para evitar o contágio e transmissão do vírus. Segundo o estudo, o Brasil foi o primeiro país da América do Sul a apresentar um caso confirmado de Covid-19 no mês de fevereiro de 2020.

“Desde então, a doença se espalhou pelos municípios do Norte Fluminense. Em Macaé, o primeiro caso foi confirmado no dia 27 de março e o primeiro óbito no dia 06 de abril. Passados oito meses da notificação do primeiro caso, até o dia 29 de dezembro, o município contabilizava 11.064 casos confirmados e 188 óbitos. Abordamos esses dados na nota técnica porque, no início da pandemia, a cidade não tinha o boletim epidemiológico como acontece hoje diariamente, em que os casos confirmados, os recuperados, os óbitos, bem como a taxa de letalidade e de reprodução do vírus e a ocupação nos leitos de UTI, são divulgados”, explicou a médica.

No decorrer do ano passado, ainda de acordo com a médica Karla Santa Cruz, uma análise mais detalhada sobre o avanço da pandemia em Macaé foi lançada, em que os casos do município chegaram a ser comparados com o Rio de Janeiro e do Brasil. 

A nota técnica publicada no Boletim Macaé Saúde apontou também que, desde o início da pandemia, a cidade vem adotando medidas e algumas estratégias de mitigação da doença e de seus efeitos como: a suspensão das aulas na rede de ensino pública e privada, incluindo instituições de ensino superior; a criação do Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus, com objetivo de atender a população com sintomas da Covid-19 e prestar esclarecimentos à comunidade; a criação do Centro Inter-Hospitalar, uma parceria entre os todos os hospitais públicos e privados do município; a implantação, pela Secretaria Municipal de Saúde, por alguns meses, da barreira sanitária nas principais vias de acesso da cidade; o acolhimento no Hotel de Deus por 14 dias para pessoas com Covid-19 que, por questões socioeconômicas, não possuem condições de realizar o devido isolamento em suas residências; o Hospital Público Municipal Irmãs do Horto, com seus cem leitos, dos quais 45% são de terapia intensiva, que ficou com atendimento exclusivo aos casos suspeitos ou confirmados de Covid-19; a instituição de Auxílio Emergencial Pecuniário a estudantes da Rede Pública Municipal de Ensino, a trabalhadores formais e informais de Macaé; a proibição de estacionamento na orla de algumas praia, com cobrança de multa e com o valor arrecadado revertido para a compra de cestas básicas.

“Foram importantes pontos abordados pelo levantamento e análise. Isso é muito importante porque, até então, nenhum acompanhamento desse gênero havia sido feito na cidade”, enfatizou a coordenadora do GT Covid-19 da UFRJ Macaé.

O processo de reabertura das atividades econômicas tem sido muito discutido pelas prefeituras brasileiras e pelos órgãos de saúde. “Na nossa análise, ou seja, na nota técnica, avaliamos que a reabertura deveria ter sido realizada de maneira gradual e as medidas para redução do contágio deveriam continuar sendo adotadas pelos cidadãos. Qualquer desvio das regras de distanciamento e prevenção podem refletir-se nos números de casos, internações e óbitos por Covid-19. As restrições continuam sendo necessárias, pois o vírus ainda circula e a nossa previsão, infelizmente, é para o aumento dos casos nos próximos dias, reflexos das aglomerações causadas pelas festas de final de ano, como Natal e Ano Novo”.

Ainda segundo o estudo divulgado, em Macaé, o processo de liberação das atividades econômicas aconteceu de forma lenta e gradual a partir da publicação de decretos que orientaram o comércio e outras atividades sobre a forma de reabertura. “Na nota técnica publicada, abordamos todos os decretos da antiga gestão. E todos estão relacionados com as Semanas Epidemiológicas, desde o início da pandemia, em março, até o final de 2020. Destacamos que alguns dos decretos foram sancionados enquanto o município estava na faixa amarela para o grau de contaminação da Covid-19 e que indicava o risco moderado. Macaé, em agosto, entrou na faixa verde, ou seja, com baixo risco no grau de contaminação pelo coronavírus, e foi o primeiro município do Estado a entrar na classificação. A maioria dos decretos referentes às reaberturas aconteceu quando a cidade estava na classificação”, disse.

No final do ano, logo após às eleições e a feriados prolongados, Macaé entrou na Faixa Vermelha, ou seja, alto risco no grau de contaminação e, atualmente, está na faixa amarela, segundo aponta o Covidímetro.
Vários trabalhos têm estudado a pandemia em Macaé, entre eles, delinearam um panorama de cenários epidemiológicos possíveis para o município, com estimativas de infectados, hospitalizados, casos graves e óbitos, entre outros.

“Todos esses trabalhos são fruto do coletivo de docentes e técnicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ Macaé) e outras instituições parcerias, que vêm realizando ações de apoio aos municípios da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do Estado do Rio de Janeiro para o enfrentamento da pandemia da Covid-19”, concluiu.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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