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Macaé está pronta para iniciar a vacinação contra a Covid-19

Publicado em 09/01/2021 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Macaé continua com intenção de comprar as vacinas do Butantan

Macaé continua com intenção de comprar as vacinas do Butantan

Em uma entrevista exclusiva para o RJ News, a nova secretária de Saúde de Macaé, a enfermeira Liciane Furtado Cardoso, informou que a cidade está pronta para vacinar a população contra a Covid-19. Segundo ela, desde novembro do ano passado o município iniciou um planejamento e pedidos de compra de seringas e agulhas foram iniciados. Além disso, a cidade continua com a intenção de comprar as vacinas. “Se conseguirmos comprar nossa vacina antes, a nossa imunização vai acontecer antes do que o Governo Federal está propondo”, revelou. 

Ano Novo, vida nova, com mais saúde e, de preferência, com vacina contra a Covid-19. Esse é o desejo de muitas pessoas. Que a vacina venha o mais rápido possível para que a vida volte ao ‘normal’. A nova secretária de Saúde de Macaé, Liciane Furtado Cardoso, de 40 anos, que é enfermeira, afirmou, em entrevista concedida ao RJ News, que o município já está pronto para receber as vacinas para começar a imunizar a população.

Segundo ela, quando se falou em vacina, em novembro, um planejamento começou a ser criado, bem como a preparação. “No final do ano, já começamos a fazer um planejamento. Começamos a fazer pedidos de compras e nos preparar para a vacinação”, revelou.  Ainda segundo Liciane, já existe uma proposta para comprar as doses da vacina, mas não se sabe se o município conseguirá adquirir ou se o Ministério da Saúde vai comprar o insumo. “Essa intenção de comprar as vacinas continua. Se o Ministério da Saúde enviar as doses, vamos usar a vacina do órgão federal. Vamos ver se ele vai conseguir enviar a vacina para todos os municípios ao mesmo tempo ou se será gradativamente. Mas se conseguirmos comprar nossa vacina antes, a nossa imunização vai acontecer antes do que o Governo Federal está propondo, mas acredito que o Ministério da Saúde vá sim conseguir comprar os insumos e enviar às cidades na data informada”, declarou.

Liciane Furtado afirmou que Macaé já criou um fluxograma para o processo de vacinação na cidade. “Estamos nos organizando para que quando a vacina chegar, estarmos preparados e com tudo pronto para imunizar a população, o mais rápido possível”, frisou.

No final de 2020, o ex-prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, anunciou um acordo com o Instituto Butantan, em São Paulo, para aquisição de 500 mil doses da vacina para Macaé. Posteriormente, antes do recesso de final de ano, os vereadores aprovaram a autorização e a destinação de R$ 1,7 milhão para a compra das vacinas e, conforme o anúncio do agora ex-prefeito, o objetivo é que os macaenses começassem a ser vacinados no início de 2021. Mas, nesta semana, o prefeito Welberth, durante uma coletiva com a imprensa informou que esteve com o Governador do Estado e o mesmo disse que governo federal irá comprar todas as vacinas e que não sobrará doses paras os municípios adquirirem. Paralelamente, o governo federal anunciou que não há condições de comprar os insumos, ou seja, seringas e agulhas para vacinar todo mundo.

Casos de Covid-19 em Macaé
No final de 2020, quando Macaé entrou na faixa vermelha, que significa risco muito alto no grau de contaminação do novo coronavírus, o município viveu o pior momento da pandemia. Dias depois, segundo aponta o Covidímetro, a cidade entrou na faixa amarela, com risco moderado, e permanece até hoje. Atualmente, a cidade contabiliza 13.126 casos confirmados de Covid-19, com 238 óbitos. A ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de 53%.

Questionada se as ações determinadas pelo governo anterior, por meio de decretos, irão continuar, a nova secretária de Saúde de Macaé afirmou que ainda haverá uma reunião com a equipe técnica da Secretaria de Saúde, Vigilância em Saúde e Epidemiológica, da nova gestão, com objetivo de rever e discutir alguns decretos em vigência. “Vamos ver o que foi feito até hoje para saber o que permanecerá valendo e o que será feito de novo. O que fazemos, atualmente, é o monitoramento dos casos pelo Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus (Jorge Caldas) e de testagem. Fazemos todo o monitoramento de Macaé no local. Todas as medidas preventivas continuam. Mesmo com mais pessoas hoje nas ruas, as medidas não mudaram. Tem que usar máscaras, há restrições para evitar aglomerações. Isso continua em Macaé, não mudou. Vamos rever alguns decretos para verificar se mudarão devido à pandemia ou se vão permanecer”, informou.

Mesmo com uma previsão do aumento dos casos de Covid-19 a partir deste domingo, dia 10 de janeiro, quando completarão 14 dias das festas de final de ano, como Natal e Ano Novo, Liciane ressaltou que toda equipe da área de saúde de Macaé manterá retaguarda para atender os pacientes, principalmente os que precisarem de leitos de internação hospitalar. Ainda de acordo com ela, a curva de casos em Macaé, há três semana, tem se mantido numa faixa de porcentagem, no que diz respeito à internação hospitalar, em 50%.

“Como ocorreram as festas de final de ano, vamos ficar nesta retaguarda, porque é esperado sim um aumento dos casos. Já tivemos outras experiências, em feriados prolongados, em que houve crescimento dos casos. O que percebemos é que, no início da pandemia, em março de 2020, as pessoas demoravam para procurar atendimento médico, até porque a orientação do Ministério da Saúde foi para as pessoas ficarem em casa, isoladas, se protegendo. Hoje, percebemos que o paciente está procurando o atendimento precocemente, ou seja, não espera apresentar um dos sintomas mais graves, com a falta de ar, ou síndrome respiratória aguda grave. Então, eu acredito que isso é um dos fatores que está fazendo as pessoas não ficarem gravemente doentes, como no início da pandemia. E como procuram o atendimento mais rápido, ao meu ver, isso é bastante positivo, porque temos tempo hábil para fazer alguma coisa pelo paciente, fazer um tratamento precoce, evitando que se torne grave, ao ponto de precisar de uma internação no Centro de Tratamento Intensivo (CTI)”, avaliou.

Variante do novo coronavírus
No último dia 04 de janeiro, dois casos da nova cepa do coronavírus, ou variante, foram confirmados na capital paulista. A variante, inicialmente detectada no Reino Unido, já está no Brasil. Em ambos os casos confirmados em São Paulo, é da linhagem B.1.1.7, nova cepa que se mostra menos letal, mas pode ser mais transmissível.
Para a secretária de Saúde de Macaé, ainda é difícil prever se algum caso da nova linhagem, ou nova cepa, poderá ser registrado no município. “Eu não posso afirmar que não chegue aqui, porque não tem como prever, mas estamos monitorando os casos da Covid-19, fazendo os testes, exames, justamente para saber se está ocorrendo alguma coisa diferente. É claro que isso nos preocupa, até porque o poder de transmissão da nova cepa é maior. Estamos controlando os casos de Covid-19 já registrados em Macaé. As pessoas doentes, estão isoladas e as famílias também estão sendo monitoradas e submetidas também a testes, porque há casos que, apesar de um integrante da família ter se contagiado, os demais não foram. É um trabalho de diagnóstico precoce e que vai permanecer”, garantiu.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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