RJ NEWS ONLINE
Cotação
RSS

Casimiro de Abreu e Rio das Ostras estão na lista de cidades que receberão emendas para reforço na segurança em 2021

Publicado em 19/12/2020 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


Com as emendas, deputado acredita que será possível garantir mais policiais nas ruas

Com as emendas, deputado acredita que será possível garantir mais policiais nas ruas

As cidades de Rio das Ostras e Casimiro de Abreu fazem parte dos seis municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro, que receberão emendas do Estado destinadas ao reforço da segurança.  As emendas de prioridade ao Programa de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021, apresentadas pelo deputado estadual Anderson Alexandre, já foram aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

As emendas incluídas ao planejamento da Secretaria de Estado de Segurança são para reforço no policiamento dos municípios de Araruama, Casimiro de Abreu, Itaboraí, Rio Bonito, Rio das Ostras e Silva Jardim. O 35º BPM, com sede em Itaboraí, cobre ainda Silva Jardim e Rio Bonito; enquanto o 32ºBPM, baseado em Macaé, também é responsável pelo policiamento em Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã, Carapebus e Rio das Ostras. Os dois batalhões, no total, atendem aproximadamente 800 mil habitantes.

Anderson Alexandre considera as emendas emergenciais devido ao crescimento dos índices de violência e contingente reduzido de policiais militares nos batalhões das regiões. “As famílias clamam por mais segurança. A partir do momento em que tivermos mais policiais a pé, bicicletas, motos e viaturas, características do Segurança Presente, certamente levará mais tranquilidade aos municípios, além de diminuir o número de crimes”, justificou Anderson Alexandre.

Medida pode ajudar cidades do interior que sofrem com "Interiorização do crime"

Em Rio das Ostras, a medida é vista com bons olhos pela população, que tem sofrido com o aumento da violência, nos últimos tempos.

"Chegamos a um ponto, que nunca imaginei que chegaríamos. Quando vim morar em Rio das Ostras foi buscando a tranquilidade, que não existia mais no Rio de Janeiro, mas hoje em dia, a realidade está totalmente diferente. A maioria dos bairros estão tomados pelo tráfico de drogas. Por mais que a prefeitura afirme que faz projetos para aumentar a segurança, o que vemos é totalmente o contrário", avaliou Eliane Souza.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, em maio deste ano, nem o isolamento social para prevenir a disseminação do coronavírus impediu o aumento das taxas de homicídios e tentativas de assassinatos na cidade. O levantamento mostra um aumento de 125% de assassinatos no mês de abril, quando a cidade registrou nove assassinatos, mais que o dobro do mesmo período do ano passado.

Em Casimiro de Abreu a situação ainda é pontual, mas é importante a prevenção, tendo em vista, que há diversos estudos, que apontam para o aumento da criminalidade nas cidades do interior do estado. O fenômeno, chamado de interiorização, não é exatamente novo, mas um estudo feito recentemente pela Fundação Getulio Vargas, analisando cada uma das áreas das delegacias, mostra em números a intensidade do aumento desses casos no interior de 2003 a 2018, na contramão do que tem acontecido na capital.

O levantamento calculou um índice que permite ver a tendência geral de cada região nesses 16 anos. Ou seja: quanto, em média, o número absoluto de mortes cresceu ou diminuiu naquele local por ano no período, excluindo variações bruscas. As altas mais intensas no interior ocorreram em quatro cidades: Paracambi, Porto Real, Casimiro de Abreu e Miracema - a campeã, com um aumento anual de 7% na letalidade violenta.
Em matéria publicada na Folha de São Paulo, o sociólogo David de Mello Neto, responsável pela pesquisa feita pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas (DAPP) da FGV, afirmou que a principal explicação para a interiorização é a expansão populacional e econômica das áreas.

"Houve uma estagnação da economia na capital e um crescimento no interior. Isso gera mais mercado de drogas ilegais, que quase sempre acompanha disputas violentas pela hegemonia dos espaços", comentou.

Outra explicação apontada frequentemente é a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em favelas da capital a partir de 2008, que teria causado uma migração do crime para a região metropolitana e para o interior do estado.

O cientista político Pablo Nunes, pesquisador da Universidade Cândido Mendes que acompanha os números da violência no RJ mensalmente, traz ainda um terceiro possível motivo para o fenômeno: a expansão das milícias na capital.

"O avanço das milícias tem empurrado grupos de traficantes para outras regiões. Municípios onde nunca se tinha ouvido falar de violência, como Três Rios [na divisa com MG] e Barra Mansa [na região da Costa Verde] tiveram um aumento muito acentuado de mortes violentas nos últimos dois anos", disse.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


sem comentários

Deixe o seu comentário