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Macaé se aproxima dos 10 mil casos confirmados de Covid-19

Publicado em 04/11/2020 Editoria: Coronavírus sem comentários Comente! Imprimir


Prefeitura realizou teste em massa em diferentes bairros de Macaé

Prefeitura realizou teste em massa em diferentes bairros de Macaé

Nas últimas semanas Macaé registrou um aumento significativo de casos da Covid-19 e provavelmente atingirá os 10 mil casos até o fim dessa semana. Conforme o boletim divulgado ontem, dia 03 de novembro, pelo Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus, a cidade já contabilizou 9.794 casos confirmados da doença, sendo 533 novos casos positivos apenas nessa última semana.

Faltam 206 casos para Macaé completar 10 mil infectados por Covid-19
Já são 9.794 casos confirmados do novo coronavírus em Macaé, segundo boletim divulgado pelo Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus nessa terça-feira, dia 03 de novembro. Sete dias antes desse último boletim, ou seja, no dia 27 de outubro, o município registrava 9.261 casos confirmados. Comparado com os números informados ontem, em uma semana, houve o aumento de 533 casos confirmados da Covid-19 em Macaé.

O município permanece na faixa verde, ou seja, com baixo risco no grau de contaminação da doença, desde agosto. Atualmente, a cidade soma 171 óbitos e está com 27% de ocupação nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de Saúde), com a taxa de reprodução do vírus de 0,98 e de letalidade, 1,7%.

Em entrevista coletiva concedida no último dia 20 de outubro, o prefeito de Macaé, dra. Aluízio alertou para o aumento da taxa de reprodução da doença, além do número de casos registrados na cidade. Ele afirmou ainda que não fechará e nem abrirá mais nada até os casos se estabilizarem novamente e ressaltou que a preocupação são as com aglomerações, que deverão se formar nas praias do município devido à proximidade do calor.

Aumento dos casos é atribuído às medidas de flexibilização e reabertura do comércio
Recentemente, em entrevista concedida ao RJ News, a médica sanitarista, professora da UFRJ Macaé e Coordenadora Técnica do GT (Grupo de Trabalho) de Enfrentamento à Covid-19, Kathleen Tereza da Cruz, afirmou que a cidade poderá enfrentar a segunda onda de casos da doença e que o aumento dos números positivos é atribuído às medidas de flexibilização e reabertura do comércio, além da circulação maciça de pessoas nas ruas. Para ela, era esperado que Macaé tivesse ‘nova’ onda de casos. “Com a reabertura do comércio e outras atividades, muitas pessoas estão indo para a rua. Antes, com o isolamento social, a taxa chegou a 60% no município, em alguns momentos, e o vírus circulava de uma forma mais lenta, apenas entre aquelas pessoas que estão convivendo uma com as outras.

Se o grupo não está tendo contato com outro grupo, ele não passa de um subgrupo para outro, é muito mais difícil a prolifiração. Agora como está todo mundo voltando para a rua, tendo uma vida normal, e o Brasil está tendo um comportamento bastante estranho, porque o país inteiro continua tendo casos, óbitos, nós estamos achando que as coisas estão melhorando. Não existe uma conduta, no âmbito federal, que estimule as pessoas terem um comportamento responsável durante a pandemia. Então, era sim esperado que Macaé tivesse a segunda onda de casos. Não só aqui, mas no Brasil e em vários lugares do mundo, onde a segunda onda já começou. Por que aqui não seria assim?”, questionou a especialista.

A médica avaliou também que, para poder ter uma intervenção da pandemia de forma adequada, é preciso conhecer a população que está sendo afetada. Apesar de Macaé estar realizando testes, ter o Centro de Triagem e até mesmo um laboratório, as intervenções não estão acontecendo no sentido de conseguir ‘correr’ e rastrear a doença.  “Não se tem o controle, hoje do que está acontecendo. Para eu saber se a pandemia está controlada, teria que ter testagem em massa no Brasil, não só em Macaé. Nós não temos, por exemplo, um controle por bairros que seja efetivo, que eu consiga saber em que rua, quais domicílios. Então, a própria informação do covidímetro é muito precária, porque é uma informação que trabalha com dados epidemiológicos que não correspondem à magnitude do problema. São dados epidemiológicos, número de casos, que são menores do que a quantidade de casos que realmente está acontecendo.

Há a quantidade de pessoas que ficam com o vírus e que têm sintomas leves e essas pessoas continuam circulando na cidade. Como é que eu identifico, como eu posso fazer uma ação que controle a pandemia, se eu não sei quem são as pessoas que estão ficando doentes”, afirmou a professora da UFRJ Macaé.  Para ela, atualmente, as informações sobre a pandemia em Macaé são precárias. “São dados epidemiológicos muito precários. Essas informações do número de casos não correspondem à realidade”, concluiu.

› FONTE: RJ News


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