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Igor Sardinha quer fazer um governo que combata as desigualdades

Publicado em 01/11/2020 Editoria: Eleições 2020 sem comentários Comente! Imprimir


Igor Sardinha com a sua vice Lívia Sá

Igor Sardinha com a sua vice Lívia Sá

Igor Sardinha é um macaense que sempre se envolveu em questões sociais do município, como a gincana jovem de Macaé. Durante muitos anos ele participou das competições e depois foi organizador.

Fundou uma ONG que, dentre outras atividades, organizava a gincana jovem e todos os programas sociais decorrentes dela. Advogado, pós-graduado em gestão pública, resolveu se candidatar a vereador de Macaé em 2008. Na Câmara Municipal exerceu dois mandatos e por duas vezes foi escolhido o vereador destaque do Brasil, pela União dos Vereadores do Brasil. Em 2016, depois de quatro anos de oposição ao governo Aluízio, se colocou candidato a prefeito em Macaé e teve mais de 10 mil votos. Em 2017, foi convidado para ser Secretário de Desenvolvimento de Maricá e aceitou o desafio. Hoje Igor apresenta para Macaé propostas de gestão e projetos que implantou em Maricá e tiveram sucesso reconhecido nacionalmente. Igor disse que entende a política como palco de luta para combater toda e qualquer injustiça e, por isso, entrou nesse mundo. Atualmente, Igor Sardinha disputa a cadeira da Prefeitura Municipal de Macaé pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

RJ News: Por que o senhor quer ser prefeito de Macaé?
Igor: Porque eu acredito que eu possa contribuir muito para fazer com que essa cidade aproveite, de maneira plena, as oportunidades. Macaé já perdeu algumas oportunidades históricas. As altas somas de recursos que o município recebeu nas últimas décadas poderiam ter transformado Macaé numa cidade muito melhor, numa cidade que crescesse para todo mundo, que não fosse um município produtor de desigualdade. A minha passagem por Maricá dá garantia de que a gente sabe fazer. Então eu acredito que hoje a gente quer assumir a prefeitura para dar essa chance à cidade. Queremos que Macaé se desenvolva e que esse desenvolvimento se transforme em melhorias para todo mundo, não apenas para quem está no topo da pirâmide.

RJ News: Macaé é uma cidade muito complexa. O senhor já pensou como vai governar a cidade?
Igor: A gente não só pensa, a gente sabe. Vamos pegar uma terra arrasada, socialmente falando. Desemprego crescendo de maneira muito acelerada, famílias sem dinheiro, inflação dos mais pobres está numa alta crescente, porque inflação de alimentos está aumentando muito. Então é uma cidade que ela precisa de uma rede de proteção social muito forte, que consiga chegar e garantir uma renda básica às famílias. A gente vai começar o nosso governo estruturando a questão da moeda social, porque ao mesmo tempo que ela proporciona uma renda básica às famílias em vulnerabilidade social, ela também garante que esse recurso circule totalmente na cidade. Com isso, a gente consegue girar o setor de comércio e de serviço e gerar emprego. Foi isso que a gente fez em Maricá. Hoje Maricá é a única cidade do Rio de Janeiro, do ano de 2020, que gera mais emprego.

RJ News: O senhor poderia explicar mais um pouco sobre o funcionamento dessa moeda social?
Igor: A gente usa os mesmos parâmetros do Cadastro Único do Governo Federal.  Para efeito de pagamento de vários benefícios, como o bolsa família, o Governo Federal já tem um cadastro. Então a gente começa com os que estão cadastrados e essas pessoas se tornam aptas a receber o benefício, no valor de R$ 150 por cada integrante da família. O cidadão não recebe em dinheiro, ele ganha um crédito no cartãozinho da moeda social: é uma moeda eletrônica e ele opera pelo cartão e pelo aplicativo. Enquanto o beneficiário ganha o cartão, o comerciante ou prestador de serviço pode ir ao Banco Popular de Macaé para ter a sua maquininha, para ele operar as vendas, e receber pelo aplicativo. Então, quem recebe só vai poder gastar o dinheiro da moeda social de Macaé aqui, do primeiro ao último centavo.  O dinheiro na cidade gera demanda adicional na economia interna, fazendo com que o comércio volte a se levantar, o prestador de serviço, trabalhar, e a gente gerar emprego.

RJ News: Estamos saindo de uma crise, gerada pela pandemia. Um desafio para o próximo prefeito. Além da moeda social, como fomentar a economia de Macaé?
Igor: Nós vamos também fazer o que a gente fez em Maricá: abrir linhas de crédito para o micro e pequeno empresário, até para o MEI (microempreendedor individual), onde ele conseguirá pegar créditos de até R$ 40 mil, com juros zero, um ano de carência e três anos para pagar. São condições muito facilitadas, onde ele não consegue em nenhuma instituição bancária. Para isso, pretendemos fazer uma parceria com a AgeRio, uma agência de fomento Governo do Estado, que permite que você trace a modelagem das linhas de crédito, permitindo ser mais arrojado na oferta do crédito. Em um cenário de terra arrasada, se você ofertar crédito só para aquele que tiver com todas as certidões, com tudo direitinho, ninguém pega o dinheiro. Então muitas vezes é preciso ser um pouco mais complacente, porque a pessoa quer realmente o dinheiro, justamente para se regularizar. Para ter o crédito a pessoa vai ter que passar por cursos. Nós vamos fazer parceria com o SEBRAE, para que ela tenha noções básicas de gestão da empresa, para ele saber o que é um capital de giro, noções básicas de publicidade, de procedimentos de compra e venda...  A pessoa vai pegar o crédito e ter a qualificação para empreender. Por fim, vamos fazer com que a prefeitura passe a comprar e a contratar, cada vez mais, dentro da cidade. A prefeitura tem que ser o principal cliente dos empresários da cidade. Então, eu acredito que com esse tripé, moeda social, prefeitura comprando na cidade e a linha de crédito, a gente vai conseguir ter um grande avanço nesse momento de pandemia.

RJ News: Seu plano de governo traz os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Como será aplicá-los dentro de Macaé?
Igor: Primeiramente a gente tem que avançar demais na questão do saneamento. Falar em sustentabilidade sem ter nenhuma gota de esgoto tratado dentro das comunidades mais populosas da cidade é um contrassenso. Então a primeira coisa que a gente vai ter que fazer é ter uma conversa séria com a BRK, porque a lei federal diz o seguinte: as obras de saneamento têm que começar pelos bairros de menor infraestrutura e maior população. Aqui em Macaé acontece o inverso, elas começam por Imbetiba, São Marcos, Pecado... Está errado. Vamos imediatamente fazer com que a empresa faça as obras de esgoto nos bairros mais populosos. Também vamos estabelecer algumas medidas importantes, como o programa “Lixo por comida”, para iniciar de maneira séria a questão da coleta seletiva de lixo na cidade. Vamos dar condições para a comunidade fazer a coleta seletiva e a gente vai montar postos de recolhimento, onde a pessoa vai poder levar o lixo separado e trocar por alimentos hortifrutigranjeiros produzidos pelo agricultor familiar da cidade, comprados pela Prefeitura Municipal de Macaé. Então de novo a gente vai ser o principal cliente do agricultor. Portanto, o lixo que você antes descartava, sem qualquer tipo de contrapartida, ele vai se transformar em produtos orgânicos, saudáveis e que vão reforçar a sua alimentação.

RJ News: Na educação, o seu plano de governo vem com o título “Educa Mais”. Como pretende melhorar a educação das crianças e jovens?
Igor: A ideia é fazer com que as escolas passem ser espaços atrativos. A gente quer que esse espaço seja invadido por muita cultura e muito esporte. Queremos avançar de maneira substancial na oferta de escolas em tempo integral, mas escolas que consigam conjugar o ensino regular em um turno com muito futebol, vôlei, teatro, música, xadrez, no contraturno. Eu acredito que isso faz com que o processo educacional dê um salto. Assim, a gente consegue fazer com que a educação vença a queda de braço com o crime organizado.  A mãe vai trabalhar sabendo que o filho está tendo tudo que ele precisa: educação, cultura, esporte e lazer.
A partir do momento que criança vai crescendo, vai substituindo essas atividades esportivas e culturais por atividades que dialogue com a inserção no mercado de trabalho. Podemos fazer parcerias com as escolas estaduais. Precisamos ofertar as condições para ela seguir: se ela quer fazer uma faculdade, ela terá oportunidade de fazer um pré-vestibular gratuito de qualidade, se ela quer já entrar no mercado de trabalho, a gente tem que oferecer um curso de qualificação de qualidade. Vamos fazer parceria com o sistema S. Então esse é o modelo educacional que a gente sonha e acredita. Sabemos que temos um desafio grande, pois apenas 24% das escolas Macaé têm quadra. Então enquanto a estrutura da escola não permitir, vamos levar para praça e outros espaços.

RJ News: Um ponto delicado na cidade é a saúde. Qual é o seu planejamento para esse setor?
Igor: O mais importante é que a gente construa uma rede primária, uma atenção básica com ultra qualidade. Que em quatro anos, sei que é uma meta ousada, a gente saia de uma terra arrasada para uma atenção básica de excelência. Isso, ao meu ver, é o calcanhar de Aquiles de Macaé. A gente tem que fazer com que o postinho do bairro esteja adequado, que lá tenha atendimento, equipamento de qualidade. Precisamos fazer uma informatização da rede e que o programa Saúde da Família, o agente comunitário, consiga marcar o exame, marcar a consulta lá com e o paciente dentro de casa. Temos que zerar essa fila de exames, Macaé está entre os 25 municípios mais ricos do Brasil, não dá para se acostumar com a mediocridade. Hoje não existe um serviço condizente com o tamanho da demanda e nós temos que fazer com que o município aumente a capacidade de resposta. Até zerar essa fila a gente coloca estruturas trabalhando no fim de semana, feriado, à noite... não dá para esperar. A gente vai recuperar na atenção básica e, assim, desafogar as outras esferas.

RJ News: Um outro projeto da sua campanha é o transporte público municipal com tarifa zero. Como será a implantação e realização desse projeto?
Igor: Existe um contrato em vigor com a SIT, ela vai ter que cumprir o contrato. A gente não pode fazer uma quebra contratual injustificada, a justiça dá ganho de causa para a empresa. Agora, a SIT vai ter que mostrar que ela cumpre o contrato. Quando eu estava vereador, as fiscalizações que fizemos mostravam que a SIT descumpre de maneira clara o que está estabelecido em contrato. Se ela continuar a descumprir, a gente vai encerrar o contrato, acreditando que a justiça vai ser muito clara em dar ganho de causa à prefeitura, porque são muito nítidas as quebras contratuais. São R$ 110 milhões de reais que anualmente a prefeitura paga à SIT. Com esse valor a gente consegue estruturar uma empresa pública de transporte. A gente melhora o serviço e consegue, com esse dinheiro, ofertar ao cidadão um serviço gratuito, sem precisar nem cobrar o valor. O mais importante é que as pessoas tenham noção que a conta absurda é a de hoje: a prefeitura pagar R$ 110 milhões reais por ano, para uma empresa oferecer um serviço indecente. A gente já provou em Maricá que essa conta fecha e por isso a gente, com tranquilidade, vai implementar aqui.

RJ News:  Em relação à cultura, o seu plano de governo traz o item “Cultura Viva”. Quais as principais propostas para o setor?
Igor: A cultura vai ser um instrumento educacional muito forte, então isso vai trazer uma grande reviravolta no setor cultural de Macaé. Nós vamos recuperar festas, festivais, espaços de apresentação, que sempre foram espaços importantes de oportunidade para o artista macaense e que ao longo do tempo se perderam no governo Aluízio. Então a gente vai recuperar esses espaços e festas culturais. Ao mesmo tempo que eles dão oportunidade para o artista se apresentar, eles são alavancas de produtos turísticos. Vamos reabrir o Cineclube, para que ele seja um espaço de oficinas, de uma escola audiovisual, que lá tenha é um estúdio público para servir aos músicos e cantores da cidade. Vamos recuperar o Carnaval e fazer com que as escolas de samba tradicionais da cidade trabalhem em conjunto com as escolas, para que nessa junção de escola regular e cultura, a gente leve o ensino de percussão para as comunidades. Vamos recuperar o papel integrador da cultura, como por exemplo, a questão dos bois pintadinhos. Macaé perdeu a capacidade de sorrir e a cultura vai ter um papel muito grande no resgate de tudo isso.

RJ News:  qual a importância da sua vice para o seu mandato?
Igor: A minha vice tem uma importância muito grande, porque ela reafirma bandeiras que para a gente são muito caras. Quando a gente falou de saúde, falei do compromisso com a atenção básica, com a rede primária, e a minha vice é agente comunitária de saúde na Aroeira. Então ela sabe, ela conhece o que funciona e sabe das dificuldades. Quando a gente fala que entendemos o servidor público, ela reafirma essa bandeira, porque que é uma servidora. Ela é mulher, então reafirma o nosso compromisso com as injustiças que hoje a sociedade machista impõe, reafirmando nosso compromisso com as creches, com as escolas em tempo integral. Lívia simboliza cada luta, ela preenche cada questão do compromisso do nosso. Vamos ser um governo que combata a desigualdade de renda e de gênero... Lívia simboliza tudo isso, além de ser uma macaense e mãe.

› FONTE: RJ News


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