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Macaé registra aumento de 794 novos casos de Covid-19 em seis dias

Publicado em 21/10/2020 Editoria: Coronavírus sem comentários Comente! Imprimir


A taxa de reprodução do vírus na cidade é de 0.98 e a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do SUS está em 20%

A taxa de reprodução do vírus na cidade é de 0.98 e a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do SUS está em 20%

O ponteiro do Covidímetro Macaé Grau de Contaminação voltou a subir e está prestes a sair do verde e voltar para o amarelo. Nos últimos cinco dias a cidade registrou um aumento de 794 novos casos da doença e quatro óbitos. Até ontem, a cidade somou 8.703 casos confirmados de Covid-19. Na última quarta-feira, dia 14 de outubro, eram 7.909 pessoas infectadas. A taxa de reprodução do vírus na cidade é de 0.98 e a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do SUS está em 20%.

Desde o dia 06 de agosto, o município de Macaé está na faixa verde, ou seja, baixo grau do risco de contaminação do novo coronavírus. Desde então, decretos flexibilizaram a reabertura de vários segmentos da economia, dentre eles, o comércio de rua, localizado no calçadão da Avenida Rui Barbosa.

O Covidímetro Macaé Grau de Contaminação tem chamado a atenção para o ponteiro, que atualmente está na faixa verde, se aproximando da faixa amarela, que significa risco moderado de contaminação do coronavírus. O município, segundo o boletim do Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus, voltou a registrar aumento de casos. Em seis dias, 794 casos novos casos foram confirmados, com mais quatro mortes, totalizando, segundo a Prefeitura de Macaé, 165 óbitos, sendo os mais recentes: um homem de 47 anos, portador de diabetes; uma mulher de 65 anos portadora de doença hematológica (aquelas que afetam o sangue); uma jovem de 17 anos portadora de doença renal crônica e um homem de 49 anos, portador de hipertensão arterial e diabetes. Macaé tem, atualmente, 8.443 casos confirmados de Covid-19. Na última quarta-feira, dia 14 de outubro, eram 7.909 pessoas infectadas.

Dos casos confirmados, 5.762 testaram positivo por testes sorológicos e 2.681 por testes RT-PCR (swab), uso de cotonete.

Segundo a prefeitura, 8.638 pacientes se recuperaram e não apresentam mais sintomas da doença. O Covidímetro aponta ainda que a taxa de reprodução do vírus é de 0.98, de letalidade 1,8% e de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do SUS, 25%.

Média móvel de mortes
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em 16 de março, foi criado o portal da transparência Central de Informações de Registro Nacional CRC, que registra os óbitos nas cidades com mais de 50 mortes suspeitas ou confirmadas pela doença.

Segundo os números do portal da transparência CRC Nacional, Macaé registra até o dia 19 de outubro, desde o início da pandemia, dia 16 de março, 189 óbitos. Em comparação com o número divulgado pela prefeitura, 165, a diferença é de 24 óbitos.

De acordo com o professor e doutor em Física, Antonio C.C. Guimarães, que também integra o GT (Grupo de Trabalho) de Enfrentamento à Covid-19 da UFRJ Macaé, o número divulgado pelo CRC Nacional é diferente e maior do que o divulgado pela prefeitura, porque a administração municipal só divulga os números referentes aos residentes em Macaé. “Como a cidade recebe pessoas de outros municípios, sejam moradores temporários ou pessoas que vêm se hospitalizar, mais pessoas acabam falecendo em Macaé e entram na contagem do Registro Civil, que registrou o local do óbito e não o de residência”, explicou ao RJ News.

Ainda de acordo com o professor Antônio Guimarães, os dados dos últimos dias podem mudar, pois se a certidão de óbito demora para ser emitida, os dados divulgados no sistema podem demorar até duas semanas um óbito aparecer no sistema. “Mas em Macaé é rápido. Os dados do Brasil são bem menores que o divulgado pelo Ministério da Saúde, na verdade pelo Consórcio de Imprensa, pois as secretarias de saúde já divulgaram os óbitos, mas as respectivas certidões de óbito ainda não entraram no sistema do Registro Civil”, explicou.
Segundo o CRC Nacional, as mortes por Covid-19 no país, até essa segunda-feira, dia 19 de outubro, eram 145.139. No Estado do Rio de Janeiro, 10.237.  Segundo o professor, a média móvel de mortes desceu para um patamar ainda alto, em comparação com a esfera nacional. “Constatamos que é o número de óbitos por semana em cada esfera, dividido pela população de cada esfera, ou seja, nacional, estadual e municipal. Então, é possível comparar município, com estado e país”, disse.

A média móvel de mortes, conforme o professor Antônio Guimarães, é uma maneira de ‘alisar’ a curva. “Os dados podem variar estatisticamente de um dia para o outro e aí a curva fica cheia de sobes e desces. Para se ver o comportamento, é melhor ‘apagar’ essas variações estatísticas e a média móvel faz isso, ou seja, soma os óbitos de sete dias consecutivos, três antes e três depois da data, e divide por sete”, explicou.

› FONTE: RJ News


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