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Vigilantes paralisam serviços e reivindicam salários mais justos

Publicado em 02/05/2014 Editoria: Segurança 2 comentários Comente! Imprimir


Michelle Neto/ RJNEWS

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» Com ação conjunta às portas de parte das agências bancárias da região estão fechadas
 
Uma greve convocada pelo sindicato dos vigilantes particulares do Rio de Janeiro fechou parte das agências bancárias do município de Rio das Ostras, Macaé, Carapebus, Casimiro de Abreu, Quissamã e até conceição de Macabu, nos últimos dias. Chega-se a comentar que 100% das agências estão com as portas fechadas, nessas cidades. Sem o número mínimo necessário de seguranças, cerca de 50 agências tiveram expediente apenas interno, sem atendimento ao público, segundo informou o diretor de imprensa e comunicação do sindicato dos bancários de Macaé, Maurício Di Carlo. 
 
Somente no Centro de Macaé, por exemplo, teriam sido nessa situação, incluindo Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco e Santander Brasil. A paralisação já começa a refletir na vida de milhares de pessoas que precisam utilizar os bancos. Maurício Di Carlo, explicou que os bancos estão funcionando apenas com os serviços internos, e que essa ação já reflete na economia diária da região. “Não temos como abrir as portas se não temos segurança. A ordem é apenas fazer as atividades internamente”, disse. 
 
Os vigilantes reivindicam adicional de risco de vida de 30%, aumento do ticket refeição de R$ 11,00 para R$ 15,00, aumento real do salário de 10%, além do plano de saúde que os vigilantes não possuem. “O Sindicato dos Bancários de Macaé e Região tem feito uma fiscalização nos bancos para verificar se agências e postos de atendimento bancário estarão cumprindo ou não a lei federal nº 7.102/83”, explicou Maurício. 
 
Ainda de acordo, conforme essa legislação defasada, mas ainda vigente, as agências que possuam guarda ou movimentação de numerário, só poderão abrir suas portas para atendimento ao público com a presença de vigilantes, o que significa no mínimo dois, o que não está acontecendo em Rio das Ostras e Macaé, por exemplo. O número total é definido no plano de segurança, a ser apresentado anualmente por cada estabelecimento para a devida aprovação da Polícia Federal. 
 
Qualquer descumprimento dessa lei será imediatamente denunciado por escrito para a Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da Polícia Federal para as devidas providências. “Na certeza de que, os bancos têm a integridade física e a preservação da vida de seus funcionários como prioridade acima da lucratividade, lembramos aos administradores sua responsabilidade civil, bem como a responsabilidade jurídica da empresa que representam diante de um eventual incidente em face do descumprimento das normas de segurança”, completa.
 
Segundo o gerente de um banco em Macaé, que pediu para não ser identificado disse em entrevista por telefone, que algumas agências conseguiram ser reabertas ao longo do dia, após as empresas de vigilâncias enviarem seguranças para substituir os profissionais que aderiram à greve convocada pelo sindicato, informação questionada pela equipe de reportagem ao sindicato dos bancários, mas não confirmada.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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