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Comer fora de casa em Rio das Ostras está tão caro quanto em Macaé

Publicado em 25/04/2014 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Hilderlene Araújo, que trabalha em Rio das Ostras, conta que gasta uma média de R$200 por mês com restaurante

Hilderlene Araújo, que trabalha em Rio das Ostras, conta que gasta uma média de R$200 por mês com restaurante

Uma pesquisa realizada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o trabalha­dor (Assert) no início do ano apontou que Macaé é a sexta cidade do Sudeste e a nona do país com preço mais alto em alimentação. Segundo o levantamento, na cidade o preço médio da refeição é de R$ 34,98, va­lor superior aos custos mé­dio brasileiro (R$ 30,14) e da região Sudeste (R$ 30,29). A pesquisa também mostra que nos últimos 10 anos comer fora de casa ficou mais caro e, é exata­mente, o que vem aconte­cendo na cidade vizinha, Rio das Ostras. Em alguns restaurantes, o preço do quilo da comida já ultra­passa o valor do preço mé­dio da refeição em Macaé.

Nos restaurantes self service do centro de Rio das Ostras, o valor do quilo da refeição varia de R$29,90 a R$36,90. Para muitos mo­radores, o fato de ser uma cidade turística influencia muito na economia. A bal­conista, Josivânia Aguiar, diz que costuma comer fora de casa não mais que duas vezes na semana, pois considera o preço da refei­ção abusivo. Ainda assim, ela gasta, mensalmente, na faixa de R$230 com refeição. Segundo ela, sua filha costuma pesquisar preços e já comentou que não tem muita diferença de um restaurante para o outro. “Como moradora não tenho condições de comer fora todos os dias.

Levo o almoço para o tra­balho, mas as vezes, não dá. O que gasto por mês daria para pagar uma con­ta de luz, fazer compras no hortifruti e outras coisas”, declara Josivânia.

Hilderlene Araújo tra­balha como operadora de caixa em uma loja do cen­tro de Rio das Ostras. Ela conta que teve a opção de escolher entre ticket refei­ção e cesta básica. Como têm duas filhas, ela diz que preferiu a cesta bási­ca, pois ajuda no sustento da casa. Mas para Hilder­lene também está saindo cada vez mais caro comer fora e, geralmente, só faz isso também duas vezes por semana. “Gasto uma média de R$200 por mês com restaurante. No tra­balho tem como esquentar quentinha, se não fosse isso gastaria mais que o do­bro”, diz a balconista, que ainda comenta que seu ma­rido trabalha em Macaé e recebe ticket alimentação, mas abre mão do benefí­cio para fazer compras em supermercado. “A família é grande. Ele também leva comida de casa para o tra­balho e com isso economi­zamos cerca de R$ 500”, completa.

A comerciante Renilda Souza, que atua em um res­taurante do centro da cida­de, afirma que em feriados prolongados o movimento aumenta de 30% a 40%. De acordo com ela, este ano ainda não houve um au­mento no preço da comida por causa da concorrência. Ela diz que geralmente, ocorre reajuste quando os produtos do mercado au­mentam. O produto que mais influencia é o da car­ne, que este ano aumentou em torno de 15%. “Têm muitos restaurantes novos em Rio das Ostras e já ouvi comentários que têm al­guns até mais caros aqui no Centro. Mas, apesar da alta da carne e outros alimen­tos, optamos por manter o preço devido à concorrên­cia”, conclui Renilda.

A pesquisa feita pela Assert comprovou gasto alto de refeição em 49 ci­dades do Brasil, sendo 21 capitais. Além do prato com arroz, feijão, carne e salada, a pesquisa também levou em consideração a bebida, a sobremesa e o tradicional cafezinho após a alimentação. Entre 2004 e 2013, a “refeição fora do lar” cresceu quase 10%. Já o grupo de alimentos e be­bidas apresentou alta de quase 5%. Em Rio das Os­tras, o valor do refrigeran­te (lata), por exemplo, va­ria de R$3 a R$4,50 e, os sucos naturais, de R$4,50 a R$6,50.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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