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Feriado da Semana Santa impulsiona vendas no mercado de peixe

Publicado em 17/04/2014 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Em Rio das Ostras, peixarias investem na quantidade e na variedade para aproveitar o período favorável

Em Rio das Ostras, peixarias investem na quantidade e na variedade para aproveitar o período favorável

Conforme a tradição religiosa seguida por católicos praticantes ou não, bem como pessoas de outras religiões, a carne vermelha é abdicada na sexta-feira Santa, para dar lugar então ao peixe, que nes­se período do ano torna-se o alimento mais procurado pe­los brasileiros. Com esse au­mento da demanda, peixarias se preparam e investem para aproveitar o momento mais favorável para seus negócios.

No bairro Boca da Barra, onde se desenvolve basica­mente toda a atividade pes­queira de Rio das Ostras, to­das as quatro peixarias locais se prepararam dobrando os estoques de seus frigoríficos e aumentando a diversidade de seus produtos, para atrair e sa­tisfazer ao maior número pos­sível de clientes nesse feriado.

De acordo com a vende­dora Mariana Ferreira, que trabalha há mais de trin­ta anos numa peixaria em Boca da Barra, sem dúvidas a Semana Santa é o momento mais aquecido do mercado. Ela conta que a procura pe­los peixes esse ano começou mais tarde do que o normal, mas suas expectativas são de que consigam vender pelo menos 900 kg dentre os mais de quinze tipos de peixes até a sexta-feira Santa, apesar do reajuste nos preços.

“Como essa é a época de maior procura, e os peixes estão cada vez mais escassos no mar, é comum que todo o ano haja um aumento, mas creio que dessa vez não foi algo significativo. Por exem­plo, o quilo da corvina, um dos peixes mais requisitados, passou de R$ 13 a R$ 15, já o preço da anchova, passou de R$ 21 a R$ 24”, disse. Além dos tipos de peixe citados, Mariana destaca também o dourado, o cação e o camarão como os principais itens mais procurados, estando todos na margem de preço entre R$ 22 a R$ 25, o quilo.

Em outra peixaria local, a vendedora Aída Caxias, ressalta que já é costume do brasileiro deixar as coisas para cima da hora, portando, acredita que todos os anos o movimento diferenciado só é percebível a partir da quarta feira da Semana Santa. “Es­tou muito otimista, creio que a procura esse ano vai ser muito grande, como todo ano é. Já reforçamos nossos esto­ques com mais de 800 kg de corvina, 400 kg de dourado, 260 kg de cação, 450 kg de camarão, dentre outros tipos que totalizam duas tonela­das”, acrescenta.

Conforme explica Aída, com exceção do salmão, cujo quilo se encontra em torno de R$ 40, por conta da pro­liferação da comida japonesa nos últimos anos, a Margem de preços da maioria dos pei­xes se encontra acessível à população, como por exem­plo, o dourado e o cação, que custam R$ 17 e R$ 24 o quilo, respectivamente.

O casal Carlos Amorim e Alexandra Barbosa resolveu ir às peixarias com antece­dência para evitar o tumulto das vésperas da Semana San­ta, e garantir o peixe de sua preferência. Quanto aos pre­ços, Carlos diz que por conta da concorrência do mercado em Rio das Ostras, não en­controu muita variação na cidade. “A gente sempre faz uma boa pesquisa antes de comprar e busca alguns pei­xes com preços mais em con­ta, como o dourado, anchova e corvina, mas de vez em quando optamos por alguns tipos um pouco mais caros como o cherne ou o robalo, o importante é não deixar de lado a tradição”, observa.

“Nosso diferencial quanto aos grandes supermercados, que trabalham com peixes congelados, é a qualidade dos nossos peixes, que são sem­pre frescos. E é por isso que a procura pelas peixarias nessa época do ano continua muito grande” afirma o proprietário Nelson da Peixaria, também do bairro Boca da Barra.

Ainda segundo Nelson, todos os dias da Semana San­ta, sua peixaria tem recebido mais de 300 kg de peixe, por­tanto, está com um estoque bastante renovado. Ele tam­bém ressalta que para a Se­mana Santa, os fregueses que se apressarem, poderão en­contrar alguns tipos de peixes incomuns na região, como o vermelho cioba, comum no litoral do nordeste brasileiro, e que veio parar na costa rios­trense por conta da mudança de tempo e temporais em alto mar, nesses últimos dias.

FIQUE ATENTO A QUALIDADE DO PESCADO:

Por ser um alimento altamente perecível, a Agência Municipal de Vigilância Sani­tária (Amvisa) separou algumas orientações a serem seguidas na hora da compra do pescado, alertando que o consumo deste em más condições, pode causar séria infecção alimentar:

» O consumidor deve optar por produtos frescos, sobre balcões refrigerados ou sob espessa camada de gelo para evitar a deterioração. Evitar peixes expostos sobre folhagens (verduras) de decoração, pois há o risco de contaminação.

» O consumidor deverá ficar atento ao acúmulo de água ou gelo, indicando que o balcão foi desligado ou teve sua temperatura diminuída.

» Estar atento às características sensoriais que comprovam a qualidade do pescado como: escamas firmes, resistentes e brilhantes, os olhos devem estar ocupando to­talmente as órbitas, a pele deve estar úmida e sua musculatura bem fresca e deve-se consumir o pescado em até 24h após a compra.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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