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Levantamento de dados quer eliminar pontos críticos de alagamentos em Rio das Ostras

Publicado em 04/04/2014 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Assessora de Planejamento e Controle, Mônica Linhares, diz que instalação dos aparelhos é apenas um dos produtos do plano de macrodrenagem

Assessora de Planejamento e Controle, Mônica Linhares, diz que instalação dos aparelhos é apenas um dos produtos do plano de macrodrenagem

Continuam os es­forços para que os pontos de alaga­mentos provocados em algumas vias de Rio das Ostras, principalmente, nas ruas e avenidas próximas a rios, canais e lagoas, sejam eliminados. Na última sema­na, o município ganhou um sistema de alerta de cheias, quando duas estações foram instaladas na cidade: uma no rio Jundiá, na ponte de pedestres; outra no rio Iriry, na ponte de acesso à Nova Cidade.

Com as estações tele­métricas do Instituto Esta­dual do Ambiente (Inea), a população poderá obter informações on-line sobre o nível de água e chuvas di­retamente no site do órgão estadual. De acordo com a assessora de Planejamento e Controle, Mônica Linhares, os aparelhos possibilitam a coleta de dados dos rios, do clima e também do volume pluviométrico de chuva. As informações são enviadas via satélite. “Eles foram insta­lados antes de chegar a área mais urbanizada para jus­tamente atacar o problema em seu início”. Essa é só uma das ações que os técnicos do Inea estão desenvolvendo. A intenção é apontar os pontos considerados críticos não só dos rios Jundiá e das Ostras, mas, também, dos canais Medeiros e, das Corujas e da Lagoa de Iriry.

Mônica informa que a intenção com estes dados é propor intervenções nos mananciais que cortam a ci­dade para que os alagamen­tos diminuam. Segundo ela, a maior incidência desse tipo de problema ocorre em bairros como Cidade Praiana, Âncora, Liberda­de, Operário e próximo ao Hospital Municipal.

A próxima fase do plano de macrodrenagem será o levantamento de dados por uma empresa especializada. A partir dessas ações, Rio das Ostras terá condições de traçar seu Plano de Ma­crodrenagem, com conheci­mento real dos seus recur­sos hídricos. “Serão feitos levantamentos de topografia e também da área de flores­tas, entre outras ações”. Ela explica que esses levanta­mentos vão gerar relatórios parciais e depois um final com todas as informações que ajudem a promover a proteção de estruturas e a integridade ecológica dos rios. “Serão recomenda­das, por exemplo, às áreas que podem ser ocupadas e aquelas que precisam ser revegetadas”.

A elaboração do Projeto de Macro­drenagem de Rio das Ostras, que será custeada pelo Estado, encontra-se em fase final de licitação. O Inea também vai pleitear recursos federais para a rea­lização das obras necessárias. O projeto está orçado em R$ 1,1 milhão.

SISTEMA DE INFORMAÇÕES AMBIENTAIS

A Secretaria Municipal de Meio Ambien­te estuda também a criação de um sistema, que vai abrigar toda e qualquer informação relacionada ao meio ambiente. Ele poderia ser utilizado, por exemplo, em parceria com outras secretarias como a de Saúde, para ana­lisar os locais onde há a maior incidência de focos da dengue. “Estamos licitando a contra­tação de um software para armazenar estes dados e também adquirindo imagens de saté­lites atualizadas”, finalizou.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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