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Projeto mapeia costa brasileira para avaliar impactos ambientais na atividade petroleira

Publicado em 02/04/2014 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


O Projeto de Proteção e Limpeza da Costa foi lançado nesta quarta-feira (2), no Rio de Janeiro, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O projeto traz um sistema com fichas estratégicas padronizadas sobre o litoral brasileiro, cujas informações são extremamente relevantes para o Plano Nacional de Contingência (PNC).  A iniciativa é parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) no ano passado.

O projeto mapeou todo o litoral brasileiro – de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, ao Oiapoque, no Amapá – e criou um banco de dados georreferenciados para aprimorar o processo de avaliação de impactos ambientais relacionados às atividades de exploração e produção de petróleo e gás no país. Ao todo, 2.101 localidades em 19 estados foram catalogadas. O Brasil tem uma costa de mais de 7.000 km (4.300 milhas).

“Esse é o primeiro passo para a modernização das resoluções de questões ambientais junto às empresas de exploração de Óleo e Gás”, destacou a ministra, durante o evento. Segundo ela, as informações que constam no sistema podem dar mais celeridade aos processos de licenciamento ambiental para atividade de exploração.

Com base nas informações levantadas, será possível, por exemplo, identificar trechos da costa que devem ser prioritariamente protegidos; avaliar as condições de acesso para equipes operacionais, além de apresentar estratégias recomendadas para a proteção da costa e limpeza do litoral.

“A partir do Projeto de Proteção e Limpeza da Costa, o mercado brasileiro de exploração e produção de Óleo e Gás passa a contar com uma ferramenta técnica e de gestão essencial para o planejamento de emergências e proteção de áreas sensíveis em caso de acidentes com derramamento de óleo no mar”, afirma João Carlos de Luca, presidente do IBP.

Mapeamento
O trabalho de campo foi realizado por uma equipe composta por oceanógrafos, biólogos, geógrafos e engenheiros. Os profissionais utilizaram imagens de satélite, mapas rodoviários e informações de emergência (hospital, polícia, hotéis, aeroporto etc) para planejar as rotas e o cronograma de trabalho. Foram usados equipamentos como câmeras com GPS integrado, computadores e tablets, além de mapas das áreas que seriam visitadas, cartas náuticas, entre diversos outros.

Todo conhecimento gerado foi integrado em um Sistema de Informação Geográfica (SIG), de modo a permitir uma análise detalhada, mas ágil, da região eventualmente afetada por um derramamento de óleo. Além de imagens georeferenciadas de cada local, o SIG contém informações como limites das unidades de conservação, áreas de desova de tartaruga, localização de serviços essenciais como hospitais, portos, aeroportos e defesa civil, entre outras.

O projeto utilizou os conceitos definidos nas Cartas de Sensibilidade Ambiental a Derramamentos de Óleo (Cartas SAO) e elaborou Fichas Estratégicas padronizadas. Coordenado pelas empresas membros do IBP, e executado pela O’Brien’s do Brasil, o sistema contribui à atualização dos Atlas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo, já publicados, e para o Plano Nacional de Contingência (PNC).

Acordo técnico
Em 30 de agosto de 2013, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o IBP assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que prevê a capacitação e o aprimoramento do processo de avaliação de impactos ambientais e o aperfeiçoamento da gestão ambiental, relacionados às atividades de exploração e produção de petróleo e gás.

FA

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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